Folha de São Paulo: ISO 9001 cresce entre pequenas empresas

A Templum foi destaque de matéria do jornal “Folha de S. Paulo”, de 13/03/2011.

A matéria aponta que a certificação ISO 9001 cresce cada vez mais entre pequenas empresas e que a redução de preços e parcelamentos facilitam a obtenção do selo ISO 9001, com serviços como o da Templum.

Matéria da Folha de S. Paulo destaca a Templum

Certificação ISO cresce entre pequenas empresas

O parcelamento de pagamento e a redução de valores têm permitido a mais micro e pequenas empresas no Brasil obter a certificação ISO 9001.

Na Fundação Vanzolini, uma das maiores certificadoras do país, o aumento registrado entre negócios com até 50 funcionários foi de 26%. Em 2009, 258 obtiveram certificação; em 2010, 325.

Para auxiliar na primeira etapa, de implementação das normas para obter o certificado de qualidade em gestão, as consultorias têm parcelado o pagamento em até 12 vezes. Outras, como as que oferecem ao cliente a orientação on-line, chegam a ter preços até 70% menores do que os das presenciais.

Na segunda etapa, feita pelas certificadoras para atestar se a empresa segue o modelo, o pagamento pode ser feito em até três anos.
Hoje, o custo dos dois processos -implementação e certificação-, chega a cerca de R$ 9.000. Há três anos, por exemplo, o valor inicial era de R$ 30 mil.

Segundo dados do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), há 7.092 empresas de todos os portes com o certificado ISO 9001 válidos no país.

Entre elas está a D&J Comércio e Indústria de Válvulas Industriais, de Campinas (a 93 km de São Paulo). O dono da empresa, André Carelli Nunes, 32, conta ter mudado processos em três meses. Tudo para não perder mercado para concorrentes.

“Ao ver que não tínhamos a ISO, as empresas desistiam do orçamento e eu perdia quatro cotações por mês.”

A implementação incluiu compra de móveis e material de escritório e investimento em treinamentos, o que somou mais de R$ 200 mil.
Rivaldo Silva, auditor da consultoria Templum, destaca que a aquisição de material não é exigência da ISO, mas que é fundamental ter um ambiente organizado.

Padronização leva até um ano

Empreendedor deve contar com comprometimento de funcionário para agilizar as alterações

Tempo e recursos financeiros são dois investimentos necessários para o empreendedor que deseja implementar as normas técnicas de alta complexidade exigidas para obter a certificação ISO.

O processo de implementação leva de seis meses a um ano. Nesse período, é preciso elaborar um mapeamento detalhado do negócio. Até mesmo dos pontos que o empresário não considera de primeira necessidade.

“Muitas companhias não fazem nem mesmo a descrição de cargos e responsabilidades”, destaca a diretora técnica da consultoria Knower, Cristiane Berriel, ressaltando que o procedimento é especialmente valioso para as que ainda não têm metodologia definida de trabalho.

Só é preciso ter cuidado para não deixar os procedimentos “engessarem” a empresa, opina Marcos de Oliveira, sócio-diretor da SGQ Consultoria e Treinamento.

Nos oito meses em que se dedicou a implementar os processos, o dono da Clínica Odontomartins, Ranieri Soares Martins, 47, fez uma extensa radiografia da empresa. Precisou criar até sistema de cadastro dos pacientes.

“Hoje, sigo as regras. Antes, só fazia treinamento ou manutenção nos equipamentos quando precisava”, diz Martins, que decidiu implantar a ISO como parte da estratégia de compra de um consultório maior, que deve ser inaugurado em junho.

Para a consultora do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) Evelin Astolpho, é preciso ter disciplina para modificar os processos antes da certificação. “Se o serviço não for implantado com eficiência, o empresário será reprovado”, considera.

Esse comprometimento não deve ser apenas o do proprietário. Segundo a sócia-executiva da empresa de tradução Global Translations.BR, Vírginia Randmer, 48, os funcionários também têm de estar alinhados.

No ano passado, a empresária renovou a certificação ISO e incumbiu o time de alguns procedimentos.

“Temos uma equipe que produziu o manual de qualidade e outra que ficou responsável pelas reuniões mensais com a consultoria. Os funcionários também elaboram relatório de não conformidades”, exemplifica.

O gasto, estima ela, chegou a R$ 150 mil em quatro anos. As melhorias, contudo, não tiveram influência no aumento da carteira de clientes. “Mas trouxe para eles mais confiança”, acrescenta.